quarta-feira, 14 de março de 2012

Páscoa


Pessoal estou um pouco sem tempo para postar aqui no blog, também estudando para cinco cursos ao mesmo tempo.... rsrsrsssss... Bem espero em breve poder voltar a publicar com uma maior frequência,coisas interessantes que estou aprendendo... um grande abraço a todos...

domingo, 29 de janeiro de 2012

sábado, 28 de janeiro de 2012

TARDE NO SESC

Hoje tive o privilégio de assistir à duas peças no SESC Campinas, foram simplesmente magnificas, vejam algumas fotos. A primeira foto é referente a peça "As Bonecas" com a Cia La Mariquita, a segunda é referente a peça "Diário Malassonbrado". Cia Mevitevendo A programação de verão esta muito boa, vale conferir... SESC  Campinas..
by JOSHUA

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

A MENINA DOS FÓSFOROS


Estava tanto frio! A neve não parava de cair e a noite aproximava-se. Aquela era a última noite de Dezembro, véspera do dia de Ano Novo. Perdida no meio do frio intenso e da escuridão, uma pobre rapariguinha seguia pela rua afora, com a cabeça descoberta e os pés descalços. É certo que ao sair de casa trazia um par de chinelos, mas não duraram muito tempo, porque eram uns chinelos que já tinham pertencido à mãe, e ficavam-lhe tão grandes, que a menina os perdeu quando teve de atravessar a rua a correr para fugir de um trem. Um dos chinelos desapareceu no meio da neve, e o outro foi apanhado por um garoto que o levou, pensando fazer dele um berço para a irmã mais nova brincar.
Por isso, a rapariguinha seguia com os pés descalços e já roxos de frio; levava no avental uma quantidade de fósforos, e estendia um maço deles a toda a gente que passava, apregoando: — Quem compra fósforos bons e baratos? — Mas o dia tinha-lhe corrido mal. Ninguém comprara os fósforos, e, portanto, ela ainda não conseguira ganhar um tostão. Sentia fome e frio, e estava com a cara pálida e as faces encovadas. Pobre rapariguinha! Os flocos de neve caíam-lhe sobre os cabelos compridos e loiros, que se encaracolavam graciosamente em volta do pescoço magrinho; mas ela nem pensava nos seus cabelos encaracolados. Através das janelas, as luzes vivas e o cheiro da carne assada chegavam à rua, porque era véspera de Ano Novo. Nisso, sim, é que ela pensava.
Sentou-se no chão e encolheu-se no canto de um portal. Sentia cada vez mais frio, mas não tinha coragem de voltar para casa, porque não vendera um único maço de fósforos, e não podia apresentar nem uma moeda, e o pai era capaz de lhe bater. E afinal, em casa também não havia calor. A família morava numa água-furtada, e o vento metia-se pelos buracos das telhas, apesar de terem tapado com farrapos e palha as fendas maiores. Tinha as mãos quase paralisadas com o frio. Ah, como o calorzinho de um fósforo aceso lhe faria bem! Se ela tirasse um, um só, do maço, e o acendesse na parede para aquecer os dedos! Pegou num fósforo e: Fcht!, a chama espirrou e o fósforo começou a arder! Parecia a chama quente e viva de uma candeia, quando a menina a tapou com a mão. Mas, que luz era aquela? A menina julgou que estava sentada em frente de um fogão de sala cheio de ferros rendilhados, com um guarda-fogo de cobre reluzente. O lume ardia com uma chama tão intensa, e dava um calor tão bom! Mas, o que se passava? A menina estendia já os pés para se aquecer, quando a chama se apagou e o fogão desapareceu. E viu que estava sentada sobre a neve, com a ponta do fósforo queimado na mão.
Riscou outro fósforo, que se acendeu e brilhou, e o lugar em que a luz batia na parede tornou-se transparente como tule. E a rapariguinha viu o interior de uma sala de jantar onde a mesa estava coberta por uma toalha branca, resplandecente de loiças finas, e mesmo no meio da mesa havia um ganso assado, com recheio de ameixas e puré de batata, que fumegava, espalhando um cheiro apetitoso. Mas, que surpresa e que alegria! De repente, o ganso saltou da travessa e rolou para o chão, com o garfo e a faca espetados nas costas, até junto da rapariguinha. O fósforo apagou-se, e a pobre menina só viu na sua frente a parede negra e fria.
E acendeu um terceiro fósforo. Imediatamente se encontrou ajoelhada debaixo de uma enorme árvore de Natal. Era ainda maior e mais rica do que outra que tinha visto no último Natal, através da porta envidraçada, em casa de um rico comerciante. Milhares de velinhas ardiam nos ramos verdes, e figuras de todas as cores, como as que enfeitam as montras das lojas, pareciam sorrir para ela. A menina levantou ambas as mãos para a árvore, mas o fósforo apagou-se, e todas as velas de Natal começaram a subir, a subir, e ela percebeu então que eram apenas as estrelas a brilhar no céu. Uma estrela maior do que as outras desceu em direcção à terra, deixando atrás de si um comprido resto de luz.
«Foi alguém que morreu», pensou para consigo a menina; porque a avó, a única pessoa que tinha sido boa para ela, mas que já não era viva, dizia-lhe muita vez: «Quando vires uma estrela cadente, é uma alma que vai a caminho do céu.»
Esfregou ainda mais outro fósforo na parede: fez-se uma grande luz, e no meio apareceu a avó, de pé, com uma expressão muito suave, cheia de felicidade!
— Avó! — gritou a menina — leva-me contigo! Quando este fósforo se apagar, eu sei que já não estarás aqui. Vais desaparecer como o fogão de sala, como o ganso assado, e como a árvore de Natal, tão linda.
Riscou imediatamente o punhado de fósforos que restava daquele maço, porque queria que a avó continuasse junto dela, e os fósforos espalharam em redor uma luz tão brilhante como se fosse dia. Nunca a avó lhe parecera tão alta nem tão bonita. Tomou a neta nos braços e, soltando os pés da terra, no meio daquele resplendor, voaram ambas tão alto, tão alto, que já não podiam sentir frio, nem fome, nem desgostos, porque tinham chegado ao reino de Deus.
Mas ali, naquele canto, junto do portal, quando rompeu a manhã gelada, estava caída uma rapariguinha, com as faces roxas, um sorriso nos lábios… mor ta de frio, na última noite do ano. O dia de Ano Novo nasceu, indiferente ao pequenino cadáver, que ainda tinha no regaço um punhado de fósforos. — Coitadinha, parece que tentou aquecer-se! — exclamou alguém. Mas nunca ninguém soube quantas coisas lindas a menina viu à luz dos fósforos, nem o brilho com que entrou, na companhia da avó, no Ano Novo.

Hans Christian Andersen
Os melhores contos de Andersen
Editora Verbo, s/d
Adaptação

Retirado do Blog - FERNANDES - O PESSOA

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO

QUE VENHA O NOVO ANO




*
QUE
A VIDA
SEMPRE
LHE SEJA 
UMA DOCE 
E SUAVE SINFONIA...

FELIZ ANO NOVO!



sábado, 24 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL!!!

domingo, 4 de dezembro de 2011

JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO

Era uma vez um garoto chamado João que vivia com sua mãe numa casinha bem pobre. A única coisa que possuíam era uma vaquinha leiteira. Um dia a mãe mandou João vender a vaca, mas no caminho para o mercado o menino encontrou um estranho. 
Estranho: Que vaquinha bonita, você não quer vendê-la para mim? Eu lhe dou 5 feijões mágicos por ela. João achou que era um bom negócio e vendeu a vaca, mas quando chegou em casa... 
Mãe: Como você é estúpido, não vê que foi enganado? Agora estamos ainda mais pobres. 
João: Mas são feijões mágicos mãe. 
Mãe: Feijões mágicos? Olhe o que eu faço com esses feijões. 
A mulher jogou os feijões pela janela e mandou o João dormir sem jantar. No dia seguinte ele levantou bem cedinho pensando em procurar o estranho e recuperar a vaquinha, mas quando saiu de casa... 
João: Oh! Olha só isso, um pé de feijão gigante. Os feijões eram mesmo mágicos. 
O pé de feijão era a árvore mais alta que alguém já viu, subia tão alto que atravessa as nuvens e não dava pra ver onde ia parar. 
João: Eu vou subir nesta árvore. Se é mágica, deve ter alguma coisa muito boa lá em cima. 
E João foi subindo, subindo, tão alto que nem dava mais pra ver sua casa. Ele sentiu medo, mas estava decidido a ir até o fim. Quando chegou lá em cima... 
João: Que coisa estranha, um castelo. 
João caminhou por uma estrada acima das nuvens e chegou a um castelo enorme. Bateu várias vezes, mas ninguém apareceu. 
João: Vou entrar pra ver se tem alguém. Nossa, como a porta é pesada. Oi, tem alguém em casa? 
Mulher: O que você está fazendo aqui? 
Quando olhou pra cima, João viu a mulher mais alta que você pode imaginar. Ele ficou quase mudo de susto, só conseguia sussurrar. 
João: Eu estou perdido, a senhora não tem alguma coisa pra eu comer? Estou faminto. 
Mulher: Oh, pobre criança, entre depressa, vou preparar alguma coisa, mas fique atento porque meu marido come crianças, se ele chegar se esconda rápido. 
Assim que terminou seu lanche, João ouviu um barulhão. O gigante estava chegando. 
Gigante: Sinto cheiro de carne humana. 
Mas que depressa, a mulher escondeu João dentro do forno. 
Gigante: Será que estou sentindo o cheiro de criança? 
Mulher: Criança! Você só pensa nisso, vê criança por toda a parte. Sente aqui que eu vou servir o seu jantar. 
Enquanto jantava, o gigante bebeu um garrafão de vinho, depois abriu um baú cheio de ouro e ficou admirando o seu tesouro. De dentro do forno, João observava tudo. Logo o gigante adormeceu, seu ronco parecia mais uma trovoada. A mulher foi para o quarto arrumar a cama. João tomou coragem e pé ante pé foi até o baú. 
João: Vou encher minha bolsa com esse ouro, assim minha mãezinha não vai mais passar fome. Ai, tomara que ele não acorde senão me engole de uma só vez. Pronto, vou dar o fora daqui. 
João voltou pela mesma estrada e desceu pelo pé de feijão. Quando finalmente chegou ao chão, encontrou sua mãe chorando. 
Mãe: João, graças a Deus você voltou. Você quer me matar de preocupação? Que espécie de planta é essa? Onde você estava menino? 
João: Calma mamãe, uma pergunta de cada vez. 
João contou tudo o que tinha acontecido. Com o ouro que trouxe do castelo eles passaram a viver muito bem, mas com o tempo o ouro acabou e então João resolveu voltar ao castelo do gigante. Quando chegou lá, entrou pela cozinha e se escondeu no forno. Logo depois o gigante chegou. 
Gigante: Sinto cheiro de criança. 
Mas a mulher não tinha visto nenhuma criança e não deu atenção a seu marido. Depois de jantar e beber um garrafão de vinho, o gigante colocou em cima da mesa uma galinha marrom. A galinha ciscou pra lá e pra cá e botou um ovo de ouro. João esperou o gigante adormecer, pegou a galinha e correu pra fora do castelo, mas a galinha começou a gritar... 
Galinha: Poh, Poh, Poh, Ladrão! Poh, Ladrão!
João: Cale a boca, você vai acordar o gigante. 
Dito e feito, com a gritaria o gigante acordou, mas João já estava longe. Quando chegou em casa, encontrou sua mãe junto ao pé de feijão. 
Mãe: O que é isso João? Você arriscou sua vida pra trazer uma galinha? 
João: Espere um pouco, você vai ver que galinha maravilhosa. 
Todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. João e sua mãe nunca mais tiveram que se preocupar com a falta de dinheiro e sempre ajudavam quem estivesse precisando. Mas um dia a mãe de João adoeceu e nenhum médico encontrou a causa de sua doença e a cada dia ela foi ficando mais e mais triste. 
João: Não sei o que fazer, mas alguma coisa me diz que no castelo do gigante vou encontrar o remédio pra essa doença. 
João tremia só em pensar na enorme boca do gigante, mas precisava salvar sua mãe. Voltou ao castelo e se escondeu dentro de um pote enorme que estava na cozinha, de seu esconderijo pôde ver o gigante falando com sua harpa mágica que trazia felicidade a quem a ouvisse tocar. João esperou o gigante adormecer e foi ver de perto o instrumento. 
João: Uma harpa de ouro, tenho certeza que esse som maravilhoso vai curar minha mãe. Mas assim que ele pegou a harpa ela começou a gritar. 
Harpa: Mestre, Mestre, acorde. Um menino está me levando embora. Mestre. 
O gigante acordou e saiu atrás de João. O menino corria como nunca e desceu pelo pé de feijão o mais rápido que pôde. Enquanto isso, o gigante procurava João lá em cima nas nuvens. Quando chegou em casa, João tocou a harpa pra sua mãe e ela sorriu feliz, mas alguém mais ouviu o som da harpa. 
Gigante: Ah! Então esse menino desceu para a terra. Não perde por esperar. 
Quando João olhou para o pé de feijão viu que alguma coisa muito pesada estava descendo por ele. 
João: Mãe, traga o machado, o gigante está vindo atrás de mim. Depressa, já estou vendo as botas dele. 
João cortou o pé de feijão e o gigante caiu no chão. Abriu um buraco enorme e desapareceu para sempre. A mulher do gigante nunca entendeu aonde o marido foi parar, mas não ligou muito, ele era tão mal-humorado que ela achou melhor estar só do que mal acompanhada. A harpa encantada curou mesmo a mãe de João e eles viveram felizes por muitos e muitos anos. 
João: Graças aos feijões mágicos.  

Retirado do site THE LINGUIST


domingo, 27 de novembro de 2011

CACHINHOS DOURADOS

História "Cachinhos Dourados"


Era uma vez três ursos. Papai Urso era grandão. Mamãe Ursa era um pouco menor e o bebê Urso era bem pequenininho. Papai Urso tinha uma tigela de mingau grandona. A tigela da mamãe Ursa era um pouco menor e o bebê Urso tinha uma tigelinha. Mamãe Ursa encheu as tigelas com mingau quente. Foram dar uma volta enquanto o mingau esfriava. Então, Cachinhos Dourados chegou e não vendo ninguém na casa, entrou. Vendo mingau, Cachinhos Dourados provou da tigela do papai Urso. Estava muito quente. Aí, provou do mingau da tigela da mamãe Ursa. Estava muito frio. Depois, provou da tigela do bebê Urso. Hum! Estava uma delícia. Comeu tudo!
Cachinhos Dourados foi sentar na cadeira do papai Urso. Era muito alta. Depois, sentou na cadeira da mamãe Ursa. Era muito larga. Então, jogou-se na cadeira do bebê Urso, que se quebrou toda. Cachinhos Dourados ficou com sono e foi deitar-se na cama do papai Urso. Era muito dura. Depois, deitou-se na cama da Mamãe Ursa. Achou macia demais. Então, deitou-se na cama do bebê Urso. Achou-a muito aconchegante. Aí, ela adormeceu. Os três ursos voltaram com fome. — Alguém comeu do meu mingau! Rosnou o papai Urso. — Alguém comeu do meu mingau! Falou a mamãe Ursa. — Alguém comeu do meu mingau! Disse o bebê Urso, e completou: — E comeu tudo! Os três ursos viram que tudo estava fora de ordem. — Alguém sentou na minha cadeira! Rosnou o papai Urso. — Alguém sentou na minha cadeira! — reparou a mamãe Ursa. — Alguém sentou na minha cadeira! Disse o bebê Urso, e completou: — E está toda quebrada! No quarto, papai Urso rosnou: — Alguém deitou-se aqui! E a mamãe Ursa falou: — Alguém deitou-se aqui! E o bebê Urso disse: — Alguém deitou-se aqui e ainda está deitada! De repente, Cachinhos Dourados acordou e viu os três ursos à sua frente. Ficou tão assustada, que saiu correndo para casa. Nunca mais Cachinhos Dourados entrou na casa de outras pessoas sem avisar.

FÁBULA - A Lebre e a Tartaruga

 
Há muitos e muitos anos, no reino da bicharada, vinha uma lebre correndo pelo campo em disparada.

- Eu corro pra lá eu corro pra cá, eu corro pra lá eu corro pra cá, ninguém na floresta me pode vencer, pois igual a mim ninguém pode correr!

No entanto, nesse momento, andando bem sossegada, surgiu dona Tartaruga, caminhando pela estrada.

- Tralalá lá lá lá lá, lá vou eu devagarinho, carregando a minha casa, pelas curvas do caminho!

Mas a lebre era matreira, zombava da tartaruga, cantando dessa maneira:

Lá vem dona tartaruga, vem andando sossegada, vou sair da frente dela pra não ser atropelada!

Porém dona Tartaruga, não gostou da cantoria, pôs a cabeça de fora e berrou com valentia:

- Ora, deixe de ser prosa! Aposto a minha vida como hei de vencê-la numa corrida!

- Aceito o desafio. Amanhã bem cedinho, prometo vir encontrá-la, na curva do caminho.

E saiu em disparada, pra avisar a bicharada.

E assim, na manhã seguinte, bem cedo ao nascer do dia, lá estavam todos os bichos, a torcer com alegria!

O tigre de guarda-chuva, o macaco de cartola, a cobra de saia e blusa e o sapo de camisola.

E em meio do entusiasmo e da alegria geral, rompeu a famosa banda do maestro pica-pau!

E a bicharada gritava numa incontida alegria, quando o macaco apitou, dando início a correria.

A lebre saiu correndo em tamanha disparada e ao fim de poucos instantes, sumiu na curva da estrada.

Entretanto a tartaruga, andava tão devagar, que os bichos em zombaria, começaram a cantar:

Lá vem dona tartaruga, vem andando sossegada, vou sair da frente dela pra não ser atropelada!

E a lebre, onde andará?

Ela que tanto correu, já devia estar de volta! Que foi que lhe aconteceu!

 - Puxa, como estou cansada, porque fui correr assim. A tartaruga a essa hora, deve estar longe de mim. Sabem que mais? - Vou dormir enquanto espero por ela. Depois de correr um pouco, e passar a frente dela.

E a lebre adormeceu, tranquilamente a sonhar. Enquanto isso a tartaruga, foi passando devagar.

Todavia, horas mais tarde, a pobre lebre acordou e vendo a noite cair, apavorada ficou!

- Céus, já está anoitecendo, preciso sair correndo.

E sem pensar em outra coisa, foi saindo em disparada, quando ouviu soar ao longe, o canto da bicharada!

Salve a dona tartaruga, tartaruga destemida, deixou a lebre para trás e venceu a corrida!

Dona lebre só vivia a correr o dia inteiro, porém dona tartaruga, andando chegou primeiro!
FIM 

Ouça o áudio desta história aqui:




MIKAI E KAKÁ - Uma lenda Indígena Brasileira

No Evento "Escola Aberta" do CEMEI Aurora Santoro aqui em Campinas, no ultimo dia 25, tivemos a oportunidade de apresentar quatro histórias (que constam no blog). No primeiro momento contamos a história Maria vai com as Outras e A Lebre e a Tartaruga e, em um segundo momento, Mikai e Kaká que eu estou postando agora e Campo Santo. Foi muito legal ter tido a oportunidade destas apresentações, principalmente Mikai e Kaká que traz uma mensagem muito importante sobre o egoísmo, a inveja e a desigualdade. Confiram a história abaixo e procurem comprar o livro de mesmo nome escrito por Hildebrando Pontes Neto - Editora Ática.




MIKAI E KAKÁ (do site Roteiro das Pedras)

 
Narra a história de um índio chamado MIKAI KAKA de cabelo liso e preto, cor de pele diferente da do branco. Vivia numa aldeia do povo Maxacalino no Vale do Mucuri, às margens do Rio UMBURANAS.

Num rancho sem paredes, os índios mais velhos ensinavam os meninos a rezar, a cantar, a fazer o arco e a flecha, a matar onça e a pintar o corpo com urucum.

Mikai Kaka era diferente. Gostava de nadar e mergulhar. Um dia, resolveu pegar peixes com as mãos, mas estava muito difícil. No tempo desses índios, segundo a lenda, eles falavam com os animais. Um dia, MIKAI encontrou um jacaré de barriga amarela. Conversaram muito e, no meio da conversa, o jacaré resolve ensinar o índio a tecer a rede e depois a pescar muitos peixes com ela. Pescavam juntos e o jacaré dava lhe uma grande ajuda com seu rabo. Tudo o que era pescado repartiam entre si e com todos da aldeia de forma bastante justa. Na aldeia, ninguém passava fome.

Como em quase todas as histórias, quando tudo está indo bem, acontece alguma coisa para atrapalhar. E de fato, um índio invejoso de nome MANHUMÃ pediu o jacaré emprestado para Mikai. Este, embora enciumado, emprestou. Manhumã foi ao rio e pegou um monte de peixes, só que escolheu os menores para o jacaré e ficou com os maiores. Foi uma partilha desigual. O jacaré descontente com a injustiça cometida pelo índio, fugiu. A partir daí, a tribo começou a ter problemas com a falta de alimentação. Mikai procurou o jacaré e nada. Às margens do rio apareceu o criador do seu povo Maxacali que lhe disse qual era a causa dos problemas da tribo e do desaparecimento do jacaré. Tinha sido o egoísmo, a inveja e a deslealdade de Manhumã. Por causa disso ia faltar peixe na aldeia. Mikai compreendeu, então, que o jacaré nunca mais voltaria.

Os índios mais velhos passam para os mais novos os seus valores, os quais devem ser respeitados . Nota-se que são contrários ao egoísmo, à inveja e à deslealdade e o que é mais importante: que o erro de um indivíduo na tribo afeta todos os demais companheiros, por isso todos têm que ser leais e solidários uns com os outros. Nota-se também a liberdade de ser o que se quer como é o caso do índio pescador. A ideologia do índio é contrária da nossa. Para o cristão, a responsabilidade pelos crimes é individual, só um é culpado e castigado. Nas comunidades indígenas todos pagam pelo erro.

Quanto ao jacaré , que ensina o índio a pescar, simboliza, a força bruta, também o papel de sedutor.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

BOCA DO CÉU - Encontro Internacional de Contadores de Histórias



Já podemos ir nos programando para o Boca do Céu 2012, a data e o local já estão definidas, será: de 14 a 20 de maio na Oficina Cultural Oswald de Andrade - Bom Retiro - São Paulo.
Acompanhe mais informações sobre o evento de 2012 no site do evento, que esta sendo atualizado de acordo com  os acordos fechados, lá você encontrará informações sobre:


  • - Programação
  • - Convidados brasileiros e internacionais
  • - Hospedagem para quem vem de outros lugares fora de São Paulo
  • - Oficinas - formas e prazos de inscrição
  • - Espaços de narração com inscrição durante a semana do Boca do Céu
O endereço do site é:
http://www.bocadoceu.com.br/index_home.html


    Assista este vídeo do evento em 2010

    domingo, 20 de novembro de 2011

    sábado, 19 de novembro de 2011

    ERA UMA VEZ - 60 CONTOS PARA LER E RELER

         A Revista Nova Escola nos presenteou com uma página maravilhosa que nos leva ao universo dos contos. São 60 contos que foram publicados nas diversas edições da revista, por autores consagrados e que agora estão disponíveis , gratuitamente, para todos os que quiserem acessar. Os contos são maravilhosos, vale ler. Basta clicar na figura e entrar nesse universo.

    Imagem retirada do Blog: Roedores de Livros

    CONTADORES DE HISTÓRIAS UM EXERCÍCIO PARA MUITAS VOZES

     
        Este é o livro que foi lançado no 10º Simpósio Internacional de Contadores de Histórias - no SESC Copacabana, no inicio deste mês de novembro de 2011. Ele foi organizado por Benita Prieto  que também foi a organizadora do evento. Vale a pena lê-lo. O livro esta repleto de narrativas pessoais onde os autores falam de suas trajetórias e a influência das histórias em suas vidas. Clique na figura e se delicie com as histórias narradas.




    terça-feira, 15 de novembro de 2011

    Turbulence by Antonio Rocha

    segunda-feira, 14 de novembro de 2011

    10º SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CONTADORES DE HISTÓRIA - SESC - RIO DE JANEIRO - 11/2011

    No período de 9 a 13 de novembro de 2011, ocorreu no Espaço SESC Copacabana - Rio de Janeiro o 10º Simpósio Internacional de Contadores de História com o tema: Histórias sem fronteiras da nossa língua portuguesa.
    Entre debates, apresentações, oficinas, workshop, maratona e outras atividades, pudemos adentrar no universo da "contação de Histórias" e assim caminhar no mundo mágico da imaginação.
    Representantes de vários estados brasileiros e de outros países estiveram presentes no evento,  nos encantando com suas histórias maravilhosas e  suas experiências marcantes. Foi mágico poder estar com pessoas tão interessantes e especiais.
    Além de aprender com os mestres da "Contação de Histórias", tivemos a oportunidade de participar de oficinas maravilhosas que, com certeza transformaram a nossa concepção de contador.
    Estamos de volta e já estamos programando a nossa ida à próxima edição.

    Participamos das Oficinas:

    Música e Contação de Histórias: Como utilizar essas ferramentas na Educação?



    Expressão Corporal, mímica e voz se unem pra criar um milhão de personagens!


    Contar com o Outro: Uma História para dois.


    A Arte de Memorizar e Contar Histórias.

    Saiba mais sobre o simpósio:

    sábado, 5 de novembro de 2011

    quinta-feira, 27 de outubro de 2011

    Dona Baratinha



    Era uma vez uma linda Baratinha.
    Gostava de tudo muito limpo e arrumado.
    Um belo dia, Dona Baratinha varria o jardim de sua casa quando encontrou uma moedinha. Ficou muito feliz!
    Rapidamente, tomou um banho, colocou um vestidinho bem bonito, uma fita no cabelo e ficou na janela da sala de sua casa cantando assim:

    "Quem quer casar com a Dona Baratinha, que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?"

    Logo, logo começaram a chegar os pretendentes.
    O primeiro que passou foi o Senhor Boi, muito bem vestido.
    Dona Baratinha perguntou então para ele:
    - Que barulho o senhor faz quando dorme? E ele respondeu:
    - Quando eu durmo, o meu ronco é assim - MUUUUU...........
    - Saia já daqui! O Senhor me assusta com todo esse barulho!
      Dona Baratinha voltou para sua janela, cantando a mesma canção.

    "Quem quer casar com a Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha?"
    Um tempo depois passou um jumento todo arrumadinho e falante, dizendo:
    - Eu serei o marido ideal para a Senhora.
    - Quando o senhor dorme, como é o barulho que o senhor faz?
    - Eu faço assim – Ióh..Ioh...Ióh...Ióhooooooo.........

    Assustada Dona Baratinha mandou que ele saísse e nunca mais passasse por lá para assustá-la novamente.
    Depois de algum tempo,já desanimada, Dona Baratinha recebeu uma visita inesperada. Era o Senhor Ratão, muito falante e animado:

    - Senhora Baratinha, estou muito apaixonado pela senhora e pretendo me casar logo, logo.
    A senhora aceita?
    Mais uma vez,Dona Baratinha perguntou:
    - "Como o senhor faz para dormir?"
    Senhor Ratão disse:
    - Eu sou muito discreto em tudo que faço.
    Até para dormir, meu ronquinho é muito baixinho e dificilmente eu ronco!
    É assim:
    - iiiihhhhiiiiihhhhhh.......
    - Que maravilha! disse Dona Baratinha! Esse barulho não me assusta, até parece uma suave melodia. Com você eu quero me casar e tenho certeza que seremos felizes para sempre!!!!

    Logo foram marcando a data do casamento e preparando a festa.
    Dona Baratinha pediu para suas amigas Abelhas, Formigas e
     Borboletas prepararem uma gostosa feijoada, sucos de diferentes frutas e muitos doces!
    No dia marcado, a noiva já estava esperando na igreja toda preocupada, porque todos os convidados estavam lá também, só faltava o querido noivo.
    Nesse momento a Dona Baratinha é a Garrafa
    Corre daqui, pergunta dali e nada! Ninguém sabia do paradeiro do distinto cavalheiro.O que será que tinha acontecido com ele? Todos se perguntavam....
    Acontece que Senhor Ratão era muito guloso.Não resistiu esperar pela surpresa da festa que a noiva havia lhe preparado. Então, aproveitando que todos já estavam na igreja ele foi até a casa das amigas de sua noiva onde tudo estava prontinho e arrumadinho e foi investigar os comes e bebes.

    Quando sentiu o cheirinho apetitoso da feijoada, resolveu subir na panela e experimentar um pouquinho...
    Acontece que Senhor Ratão perdeu o equilíbrio e caiu na panela do feijão! Como não tinha ninguém em casa ele não se salvou, morreu afogado dentro da gostosa feijoada!!!
    Quando soube do acontecido, Dona Baratinha triste ficou.
    Voltou para sua casa e continuou a vidinha de sempre.




    quarta-feira, 26 de outubro de 2011

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