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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Conselhos valiosos para quem pretende ser um contador de histórias.

- Aprenda a ouvir histórias, em primeiro lugar.
- Prepare-se estudando, pesquisando, ensaiando.
- Procure conhecer melhor as crianças, como funciona sua imaginação.
- Não tenha a pretensão de ensinar ou formar a criança. Apenas conte uma história.
- Pesquise e monte seu repertório. Com o tempo suas histórias ficarão mais fáceis de contar. E ganharão vida, porque você estará acreditando nelas.
- Todos os recursos são válidos para chamar a atenção: cantar, dançar, usar sotaque.
- É sempre bom usar objetos que estimulem a imaginação: um lenço enrolado num cabo de guarda-chuva pode ser uma linda rainha vestindo sua capa.
- Procure desenvolver sua sensibilidade. Se você
acreditar que o lenço é a capa da rainha, a criança vai gostar mais do seu jeito de contar.
- Porém, procure sempre conhecer o universo das crianças para as quais você vai contar a história. O sucesso ou fracasso dos recursos que você vai usar depende disso. O lenço enrolado no cabo de guarda-chuva pode não significar nada para elas.
- Descubra a pontuação da história: os momentos de respirar, de se surpreender. Assim, a história ficará viva em você. E você se surpreenderá naquele momento, junto com quem está ouvindo, mesmo que tenha contado a mesma história mais de 100 vezes.
- Antes de começar a história, organize um espaço sem muitos objetos, elementos e movimentos que desviem a atenção de quem está ouvindo.
- No caso específico de hospitais, procure integrar à sua história os elementos que não podem ser eliminados (medicamentos, enfermeiros, camas).
- Faça reuniões com os demais contadores. Contem histórias uns para os outros.
- Acredite no que está fazendo. 


In: www.vivaedeixeviver.org.br

Veja mais em: Contação de Histórias

sexta-feira, 12 de março de 2010

Veja mais em "CONTANDO HISTORIAS"


Empoleirado em um alto galho de árvore, o galo estava de sentinela, vigiando o campo para ver se não havia perigo para as galinhas e os pintinhos que ciscavam o solo à procura de minhocas.

A raposa, que passava por ali, logo os viu e imaginou o maravilhoso almoço que teria se comesse um deles.

quando viu o galo de vigia, a raposa logo inventou uma historinha para enganá-lo.


- Amigo galo, pode ficar sossegado. Não precisa cantar para avisar às galinhas e os pintinhos que estou chegando. Eu vim em paz.

galo, desconfiado, perguntou:

- O que aconteceu?

As raposas sempre foram nossas inimigas. Nossos amigos são os patos, os coelhos e os cachorros.

Que é isso agora?

Mas a espertalhona continuou:

- Caro amigo, esse tempo já passou!


todos os bichos fizeram as pazes e estão convivendo em harmonia. Não somos mais inimigos. Para provar o que digo, desça daí para que eu possa lhe dar um grande abraço!

O que a raposa queria, na verdade, era impedir que o galo voasse para longe. Se ele descesse até onde ela estava, seria fácil dar-lhe um bote.

Mas o galo não era bobo.

Desconfiado das intenções da raposa, ele lhe perguntou:

- Você tem certeza de que os bichos são todos amigos agora? Isso quer dizer que você não tem mais medo dos cães de caça?

- Claro que não! - confirmou a raposa.

Então o galo disse:

- Ainda bem! Porque, daqui de cima estou avistando um bando que vem correndo para cá.

Mas, como você disse, não há perigo, não é mesmo?

- O que?! - gritou a raposa, apavorada.

- São os seus amigos! Não precisa fugir, cara raposa. Os cães estão vindo para lhe dar um grande abraço, como esse que você quer me dar.

Mas a raposa, tremendo de medo, fugiu em disparada, antes que os cães chegassem.

"Muitas vezes, quem quer enganar acaba sendo enganado. "

Fábula de Jean de La Fontaine

http://www.contandohistoria.com/o_galo_e_a_raposa.htm








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