segunda-feira, 31 de maio de 2010

TEATRO DE SOMBRAS

Vamos construir um cenário e, aproveitar para encenar a história abaixo, utilizando o recurso do teatro de sombras
Esta sugestão eu encontrei no site da Editora Informal, clique no link acima e veja mais.
 
Pescando
Um velho pescador estava no seu barco e sente na ponta de sua linha um puxão. Claro era um peixe! Bom dia para a pescaria! O velho pescador estava com sorte e já tinha pego um peixe bom. Momentos depois outro puxão, este mais forte que fez o barco balançar. O que seria isso? -pensou o pescador, que não teve nem tempo de responder a si mesmo, quando das águas escuras apareceu uma enorme boca. Uma confusão se seguiu: o dono da boca era um crocodilo que havia mordido o peixe fisgado pelo pescador e agora tentava arrancar sua presa da linha, balançando o barco.  Espertamente o pescador, por alguns segundos conseguiu tirar o peixe fora da boca do crocodilo, que enraivecido ficou rondando o barco. O pescador que não era bobo nem nada. Pensou rapidinho tirou a bota e a meia que estava usando e colocou no anzol. Como o dia era quente e a bota fechada, o aroma naturalmente não era dos melhores, e ele jogou a bota na água, e o crocodilo pensando que se tratava do peixe que lhe seria restituído, engoliu a bota de uma só vez. O pescador esperto cortou a linha de sua vara e ficou observando o crocodilo, mastigando a bota, e não gostando nadinha do sabor, enquanto ia se afastando, cada vez mais do velho pescador, que não parava de rir.

Para incrementar esta encenação, utiliza-se uma técnica muito antiga e de grande efeito para as crianças: o teatro de sombras.
Material
Papel cartão ou cartolina Tesouras
Faca
Grampos
Cola
Plásticos coloridos
Papel celofane colorido
Fios de nylon (linha de pescar) Elásticos
Arames de flores
Lâmpadas (com soquetes, fio e tomadas para serem ligadas) Pedaços de tecido
Madeira
Papel vegetal
Tachinhas
Pregos de 1,5 cm
Martelo
Modo de fazer o cenário:
O teatrinho de sombras passa-se em uma armação que deverá ser montada numa altura razoável para que o educador possa permanecer sentado durante a representação. Assim montar com madeiras fina (ripas) o perfil do teatro que deverá ter 1,40 m de altura por 90 cm de largura.
Cobre-se a parte da frente e laterais com tecido que pode ser de um algodão bem colorido e barato, de forma que fique como uma caixa de tecido preso pelos preguinhos ou mesmo tachinhas pelo lado de dentro. Na parte da frente há uma janela, de aproximadamente 80 cm de comprimento pela mesma medida de largura. Esta janela deverá ser recoberta com tecido tipo gaze branca transparente, ou com papel vegetal da mesma largura, ela deve ser presa pelo lado de dentro com as tachinhas. A janela  poderá ser enriquecida, fazendo com tecido de uma só cor uma cortina pelo lado de fora do teatrinho.
Para garantir o efeito de sombra desejado o cenário do teatrinho deverá estar localizado próximo de um ponto de luz e deverá ser montado cerca de 1 metro de onde será colocada a lâmpada, esta deverá ser colocada atrás do teatrinho de forma que fique exatamente na altura da janela, para esse efeitoo ideal é lâmpada de 150 Watss transparentes. A sala onde se fará o teatrinho deverá estar absolutamente escura quando começar a encenação e os educadores deverão ter o cuidado de trocar os bonecos de sombras e manter suas cabeças abaixo da luz, pois dessa maneira, não atrapalharão o efeito desejado do teatro.
Montagem das cenas:
Em cartão grosso recortar o barco, o pescador, o peixe, a bota e a boca do crocodilo, conforme a ilustração abaixo. As mandibulas do crocodilo são cortadas separadamente e depois furadas no local indicado e presas por uma tachinha, são fixadas nos dedos do "ator" por elásticos. A varinha é feita com palito de churrasco e presa ao peixe com uma linha fina, deve-se fazer outra varinha para usar-se com a bota.
Clique aqui para imprimir o molde em tamanho natural
Para fazer-se a encenação preparam-se as sombras, devendo uma pessoa ser o pescador e outra o crocodilo, se recomenda mais um educador auxiliando na apresentação para a troca de objetos.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

CORRERIA


Oi Pessoal, estou correndo contra o tempo preparando novidades, em breve trarei novidades do curso da Cris (Cristina Lazaretti), esta dando um pouco de trabalho na confecção das peças, mas está ficando muito bom aguardem...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A FLORZINHA ROSELHA




Havia num jardim várias flores, alegres, coloridas, perfumadas e encantadoras. Ainda neste jardim, havia também um velho coqueiro, já não dava mais coco nenhum, mas continuava vivendo e reclamando de tudo. Nada fazia o coqueiro feliz, afinal sentia-se meio inútil, sem motivo de existir. Todas as manhãs quando as flores se abriam para dizer bom dia ao sol, começava o seu tormento. O velho Coqueiro sentia-se mal com tanta alegria naquele jardim. A maioria das flores não se importava com os comentários tristes do coqueiro, mas uma delas que não havia formado bem seu miolinho, acreditava em tudo que ele e as outras lhe diziam. O nome dessa flor era Roselha, isso por ser VERMELHA igual groselha. Essa pobre flor com miolinho fraco ainda, pois havia nascido há pouco tempo, era chamada de miolo mole. Nome dado para os que não pensam muito sobre as coisas. Bom! O velho coqueiro se achava esperto, quase um sábio e vivia se intrometendo na vida das outras plantas e flores. Ele sempre tinha uma opinião sobre tudo, mesmo que alguém não a quisesse ele a dava. Para Roselha? Nossa! Ele cansou de opinar. A última vez ele disse a ela: - Oh! Roselha não é que eu queira falar não, mas você nessa cor vermelha é tão ruim, chega arder os olhos e sempre me lembra sangue, sofrimento. Credo! Você deveria ser AMARELA, ai sim daria gosto de ver. A florzinha ficou desesperada, no mesmo instante começou a chorar. Você que está lendo ou (ouvindo) esta estória sabia que existe fada pra tudo? É verdade! Existe até fada para flores, chamada Flora. Fada Flora não pode deixar que as flores se entristeçam, pois ficam feias e murchas. Veio ela falar com a florzinha Roselha: - Olá florzinha, por que está triste? A florzinha respondeu: - Porque sou vermelha, e isso cansa quem me olha. Quero ser de outra cor, o coqueiro acha que eu seria linda, se fosse amarela. - Está bem! Disse a fada, isso é fácil e com sua varinha de condão transformou-a numa flor AMARELA. Roselha bem que gostou da mudança, estava feliz com a nova cor, mas o Coqueiro veio logo dizendo: - Não!! Eu disse que você ficaria linda se fosse LARANJA. Pronto... Lá foi a florzinha correndo atrás da fada, pedindo que mudasse novamente sua cor. - Está bem! Disse a fada, isso é fácil e com sua varinha de condão transformou-a numa flor laranja. Ela gostou, afinal, essa cor era viva, bonita e interessante. O coqueiro sempre dizia como os outros deveriam ser, mas a maioria não ouvia suas opiniões. Na verdade para ele todos tinham que mudar, mas ele mesmo não fazia mudança alguma. A única que sempre lhe dava ouvidos era Roselha, aquela de miolinho fraco, mal formado ainda. Ela procurou novamente a fada: - Quero ser rosa, como disse o senhor coqueiro. - Está bem! Disse a fada, isso é fácil e com sua varinha de condão transformou-a numa flor ROSA. Quando o coqueiro viu Roselha rosa, sacudiu suas folhas e foi logo dizendo: - Que coisa Horrorosa! Tá doida eu disse que você ficaria linda se fosse ROXA. Lá se foi florzinha Roselha, e assim todas as vezes que o coqueiro dizia algo, lá estava à florzinha transformando-se. Você acredita? Ela um dia se transformou até na cor PRETA e BRANCA como o cocô da lagartixa, em bolinhas MARRONS como cocô de minhoca. As outras flores achavam tudo isso muito engraçado e riam sem parar. Quanto mais elas riam, mais triste ficava Roselha. Flora não tinha mais cores novas, usara todo o Arco-íris transformado Roselha em AZUL, VERDE, laranja, amarela, rosa e nada dela gostar. Flora então resolveu conversar com a florzinha: - Roselha, por que você não gosta de sua cor? - Porque o coqueiro diz que é feia. Respondeu ela. - Ah! Mas e você? Pensa como o coqueiro? Também se acha feia? Perguntou a fada. - Sabe! Dona Fada... Eu não sei o que penso de mim, somente o que os outros pensam, na verdade nunca me olhei direito. - Puxa! Então precisamos de um espelho. Com sua varinha de condão a Fada fez aparecer um espelho e nele olhou-se a florzinha. Tamanha não foi sua surpresa, ela ficou encantada com sua antiga cor vermelha e via que seu miolinho já estava quase formado. Foi nesse momento que ela sorriu e entendeu uma coisa, mas não disse nada para a fada, somente agradeceu por sua paciência. Virou para o lado em que o coqueiro velho estava e gritou bem alto: Cada um tem a cor que tem, E quem gosta de ser como é, fará os outros, gostarem também. Isso virou até uma música, muito cantada nos jardins por ai.... Cada um tem a cor que tem gostando de si, os outros gostam também.


Autora Cristina Lazaretti
Adaptação da estória - A Florzinha Enjoada

Cristina Lazaretti


Oi Pessoal, estou aqui, desta vez, para apresentar a minha instrutora do curso que faço, patrocinado pela Prefeitura Municipal de Campinas, chamado: "O LIVRO, A LEITURA, O FANTOCHE E A CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA ESCOLA". O nome dela é Cristina Lazaretti, é psico-pedagoga, escritora, educadora infantil, coordenadora da Casa do Conto em Americana-SP e excelente contadora de história, fora outras coisas mais. Os cursos dela são muito bons e, é uma delícia participar, estou no segundo curso com ela. Acima segue uma adaptação dela para a historia da "Florzinha Enjoada" que pode ser contada utilizando o mesmo palco de contação que mostramos abaixo.

Se quiser saber mais sobre ela "click aqui"

sábado, 8 de maio de 2010

VAMOS CONTAR....



Hoje estou trazendo duas histórias conhecidas e uma técnica para contá-las: - A Florzinha Enjoada e O Pássaro Sem Cor. As fotos que eu anexei no post é do meu "palco" para a contação da história da "Florzinha", o do"Pássaro" eu ainda não confeccionei, mas da para fazer pelo mesmo sistema. Como fazer: Utilizar um envelope tamanho ofício, no lado da frente fazer um cenário da florzinha ou do pássaro ou de ambos, vazar o desenho, no caso da florzinha vazar as pétalas no caso do pássaro pode vazar o contorno dele inteiro e não esquecer de desenhar os olhos dele nas folhas internas. Dentro do envelope serão colocados folhas de papel cartão ou outro papel resistente nas cores da história, ou seja, conforme aparece as cores em que a flor ou o pássaro se transforma os papéis devem ser retirados deixando os personagens na cor da história, as folhas devem ficar na mesma ordem dentro do envelope, sendo a primeira cor aparecendo pelo vazado do envelope. Conforme vai contando a história vai tirando o papel da cor que o personagem está e deixando aparecer a cor que ele esta se transformando, não esquecer de ir colocando os papéis coloridos atras das outras cores dentro do envelope para que no final da contação as folhas coloridas estejam de acordo com a seqüencia da contação. É interessante arredondar as folhas para facilitar a entrada no envelope.

by JOSHUA

Então Divirtam-se:

A FLORZINHA ENJOADA

A FLORZINHA ENJOADA

Era uma vez uma florzinha que vivia triste no jardim. Então apareceu uma fada e perguntou o porquê de sua tristeza. A florzinha respondeu que vivia triste porque era BRANCA e ninguém a via. Então, a fada com sua varinha transformou-a em uma linda flor VERMELHA. Mas a florzinha não gostou, pois já havia muitas flores vermelhas no jardim e ela ficaria perdida entre as outras. A fada, paciente, resolveu transforma-la na cor VERDE, mas ela também não gostou porque ficou da cor das folhas verdes. Muito Paciente, a fada, mais uma vez, tocou-a com a varinha mágica e transformou-a numa linda flor AZUL. Ela olhou-se e disse que não queria ser azul, pois é a cor do céu. A fada mais uma vez fez a transformação. Desta vez a florzinha ficou MARROM, e mais uma vez ela não gostou, porque marrom é a cor da terra e ela seria confundida. Aí, a fada transformou-a na cor ROSA, mas ela não queria ser rosa, porque rosa é uma cor exibida. Já, perdendo a paciência, a fada transformou-a na cor AMARELA, mas a florzinha também não gostou do amarelo, porque seu miolo já é amarelo e ficaria sem graça. A fada, que já não tinha mais paciência disse: Olha Florzinha, eu não sei mais o que fazer por você. É melhor voltar a ser BRANCA. A florzinha pensou bem e decidiu que a cor branca era a que ela queria e que branco é muito bonito.




Autor desconhecido


Obs: Caso alguém conheça a autoria desta história, por favor mande um e-mail para que eu possa publicar neste post.

O Pássaro sem cor



Clique na imagem para ir direto ao livro.

Veja mais em: www.ecolorir.com
(Desenhos para Colorir e Imprimir Grátis)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

POEMA INFANTIL




Duas Estrelas

A estrela que está no céu
Pôs-se um dia a voar
Viu outra estrela nas ondas
Era a estrela do mar



As duas estrelas se olharam
E ficaram encantadas
Juntas nadaram, voaram
Duas estrelas apaixonadas

E ao darem o primeiro beijo
Tornaram-se uma estrela cadente
Se a vires, pede um desejo
Como faz tanta gente




Pedro Farinha (Portugal)
Julho de 2001



Da revista eletrônica: As letras de Paganini
Veja mais em: PEREGRINACULTURAL'S

terça-feira, 27 de abril de 2010

O HOMEM QUE AMAVA CAIXAS

Clique na figura acima para fazer download da versão para impressão no

Desde quando eu li esta história do Stephen Michael King, pela primeira vez, fiquei muito impressionado pela simplicidade e, ao mesmo tempo, profundidade dos conceitos abordados. Em linhas tão singelas, encontramos uma riqueza para a nossa interpretação e subsídios para o nosso viver.

Atualmente estou montando um material de apoio para a dramatização desta história, quero levá-la ao meu grupo de trabalho, como um convite à reflexão de nossas posturas e atitudes diárias na nossa prática pedagógica.

Está aí, podem se deliciar!!!!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Ufa!!! consegui alguns minutos


Oi Pessoal, tudo bem?
Estou com pouco tempo disponível para atualizar as postagens, mas hoje estou aqui para dizer que em breve terei novidades para o Blog. Estou fazendo um curso que dentre várias abordagens uma delas é a "contação de histórias no ambiente escolar", esta sendo muito legal e, assim que der, trarei a minha contribuição para todos.

sábado, 27 de março de 2010




















Ola pessoal...
Eu estou descobrindo que dentro da minha prática pedagógica, uma das coisas que eu gosto muito é a dramatização de histórias, pegar fatos simples do cotidiano das crianças e transformar em uma encenação instrutiva que ajuda na fixação de conceitos e no desenvolvimento cognitivo das mesmas. Pensando nisso encontrei esses dois exemplos que estou postando, para que os interessados tenham subsídios para também inserir essa prática de contação no seu cotidiano, os exemplos referidos não dizem do cotidiano, de um modo geral,mas demonstram com simplicidade situações que podem ser dramatizadas. Um grande abraço...


P.S. não esqueçam: sempre no final eu posto o link do material aqui exposto para que todos possam ir até a página original e captar mais informações.

Veja mais em: PRAGENTEMIUDA

quarta-feira, 17 de março de 2010


Boa Noite Pessoal!!!!!
Se alguém tiver alguma história voltada ao publico infantil, que queira publicar, mande para mim para que eu possa enriquecer esse nosso blog. Mande com autoria para o e-mail abaixo.

Um grande abraço.

joshuaterra@terra.com.br

terça-feira, 16 de março de 2010

As 12 princesas


Do folclore


Era uma vez um rei que tinha doze filhas
muito lindas. Dormiam em doze camas, todas no mesmo quarto; e
quando iam para a cama, as portas do quarto eram trancadas a chave
por fora. Pela manhã, porém, os seus sapatos apresentavam as solas
gastas, como se tivessem dançado com eles toda a noite; ninguém
conseguia descobrir como acontecia isso.
Então, o rei anunciou por todo o país que se alguém pudesse
descobrir o segredo, e saber onde as princesas dançavam de noite,
casaria com aquela de quem mais gostasse e seria o seu herdeiro do
trono; mas quem tentasse descobrir isso, e ao fim de três dias e
três noites não o conseguisse, seria morto.
Apresentou-se logo o filho de um rei. Foi muito bem recebido e à
noite levaram-no para o quarto ao lado daquele onde as princesas
dormiam nas suas doze camas.
Ele tinha que ficar sentado para ver onde elas iam dançar; e,
para que nada se passasse sem ele ouvir, deixaram-lhe aberta a
porta do quarto. Mas o rapaz daí a pouco adormeceu; e, quando
acordou de manhã, viu que as princesas tinham dançado de noite,
porque as solas dos seus sapatos estavam cheias de buracos. O
mesmo aconteceu nas duas noites seguintes e por isso o rei ordenou
que lhe cortassem a cabeça. Depois dele vieram vários outros;
nenhum teve melhor sorte, e todos perderam a vida da mesma
maneira.
Ora, um ex-soldado, que tinha sido ferido em combate e já não
mais podia guerrear, chegou ao país. Um dia, ao atravessar uma
floresta, encontrou uma velha, que lhe perguntou aonde ia.
— Quero descobrir onde é que as princesas dançam, e assim,
mais tarde, vir a ser rei.
— Bem, disse a velha, - isso não custa muito. Basta que
tenhas cuidado e não bebas do vinho que uma das princesas te
trouxer à noite. Logo que ela se afastar, deves fingir estar
dormindo profundamente.
E, dando-lhe uma capa, acrescentou:
— Logo que puseres esta capa tornar-te-ás invisível e
poderás seguir as princesas para onde quer que elas forem.
Quando o soldado ouviu estes conselhos, foi ter com o rei, que
ordenou lhe fossem dados ricos trajes; e, quando veio a noite,
conduziram-no até o quarto de fora. Quando ia deitar-se, a mais
velha das princesas trouxe-lhe uma taça de vinho, mas o soldado
entornou-a toda sem ela o perceber. Depois estendeu-se na cama, e
daí a pouco pôs-se a ressonar como se estivesse dormindo. As doze
princesas puseram-se a rir, levantaram-se, abriram as malas, e,
vestindo-se esplendidamente, começaram a saltitar de contentes,
como se já se preparassem para dançar. A mais nova de todas,
porém, subitamente preocupada, disse:
— Não me sinto bem. Tenho certeza de que nos vai suceder
alguma desgraça.
— Tola!, replicou a mais velha. Já não te lembras de
quantos filhos de rei nos têm vindo espiar sem resultado? E,
quanto ao soldado, tive o cuidado de lhe dar a bebida que o fará
dormir.
Quando todas estavam prontas, foram espiar o soldado, que
continuava a ressonar e estava imóvel. Então julgaram-se seguras;
e a mais velha foi até a sua cama e bateu palmas: a cama enfiou-se
logo pelo chão abaixo, abrindo-se ali um alçapão. O soldado viu-as
descer pelo alçapão, uma atrás das outra. Levantou-se, pôs a capa
que a velha lhe tinha dado, e seguiu-as. No meio da escada,
inadvertidamente, pisou a cauda do vestido da princesa mais nova,
que gritou às irmãs:
— Alguém me puxou pelo vestido!
—Que tola!, disse a mais velha. Foi um prego da parede.
Lá foram todas descendo e, quando chegaram ao fim, encontraram-se
num bosque de lindas árvores. As folhas eram todas de prata e
tinham um brilho maravilhoso. O soldado quis levar uma lembrança
dali, e partiu um raminho de uma das árvores.
Foram ter depois a outro bosque, onde as folhas das árvores eram
de ouro; e depois a um terceiro, onde as folhas eram de diamantes.
E o soldado partiu um raminho em cada um dos bosques. Chegaram
finalmente a um grande lago; à margem estavam encostados doze
barcos pequeninos, dentro dos quais doze príncipes muito belos
pareciam à espera das princesas.
Cada uma das princesas entrou em um barco, e o soldado saltou
para onde ia a mais moça. Quando iam atravessando o lago, o
príncipe que remava o barco da princesa mais nova disse:
—Não sei por que é, mas apesar de estar remando com quanta
força tenho, parece-me que vamos mais devagar do que de costume. O
barco parece estar hoje muito pesado.
—Deve ser do calor do tempo, disse a jovem princesa.
Do outro lado do lago ficava um grande castelo, de onde vinha um
som de clarins e trompas. Desembarcaram todos e entraram no
castelo, e cada príncipe dançou com a sua princesa; o soldado
invisível dançou entre eles, também; e quando punham uma taça de
vinho junto a qualquer das princesas, o soldado bebia-a toda, de
modo que a princesa, quando a levava à boca, achava-a vazia. A
mais moça assustava-se muito, porém a mais velha fazia-a calar.
Dançaram até as três horas da madrugada, e então já os seus
sapatos estavam gastos e tiveram que parar. Os príncipes
levaram-nas outra vez para o outro lado do lago - mas desta vez o
soldado veio no barco da princesa mais velha - e na margem oposta
despediram-se, prometendo voltar na noite seguinte.
Quando chegaram ao pé da escada, o soldado adiantou-se às
princesas e subiu primeiro, indo logo deitar-se.As princesas,
subindo devagar, porque estavam muito cansadas, ouviam-no sempre
ressonando, e disseram:
—Está tudo bem.
Depois despiram-se, guardaram outra vez os seus ricos trajes,
tiraram os sapatos e deitaram-se. De manhã o soldado não disse
nada do que tinha visto, mas desejando tornar a ver a estranha
aventura, foi ainda com as princesas nas duas noites seguintes. Na
terceira noite, porém, o soldado levou consigo uma das taças de
ouro como prova de onde tinha estado.
Chegada a ocasião de revelar o segredo, foi levado à presença do
rei com os três ramos e a taça de ouro. As doze princesas
puseram-se a escutar atrás da porta para ouvir o que ele diria.
Quando o rei lhe perguntou:
—Onde é que as minhas doze filhas gastam seus sapatos de
noite?
Ele respondeu:
—Dançando com doze príncipes num castelo debaixo da terra.
Depois contou ao rei tudo o que tinha sucedido, e mostrou-lhe os
três ramos e a taça de ouro que trouxera consigo.
O rei chamou as princesas e perguntou-lhes se era verdade o que o
soldado tinha dito. Vendo que seu segredo havia sido descoberto,
elas confessaram tudo.
O rei perguntou ao soldado com qual delas ele gostaria de casar.
—Já não sou muito novo, respondeu, - por isso quero a mais
velha.
Casaram-se nesse mesmo dia e o soldado tornou-se herdeiro do
trono.
Quanto às outras princesas e seus bailes no castelo encantado...
Pelos buracos nas solas dos sapatos, elas continuam dançando até
hoje...

http://www.educacional.com.br/projetos/ef1a4/contosdefadas/12_princesas.html


domingo, 14 de março de 2010

O circo é o lugar mágico que alimenta a fantasia. A riqueza de suas atrações e a arte fanstástica de seus profissionais emocionam pessoas de todas as idades. O dia 27 de março foi escolhido como o dia do Circo em homenagem ao palhaço Piolin nascido, nesta data, em 1897.
Aniversário de palhaço

http://www.ilustracao.coc.com.br/files/Palhaco_01_Final.jpg
Faísca era um palhaço muito engraçado que vivia em um circo da cidade. Ele fazia muitas palhaçadas para divertir a criançada: virava cambalhota, equilibrava argolas e sabia mágicas também. Ele tinha muitos amigos, além do público, é claro. O engolidor de espadas, o mágico, o domador de leões, a bailarina, o homem do algodão-doce, o pipoqueiro. Todos gostavam do palhaço Faísca e de suas palhaçadas. Quando o domingo chegou, o mágico trouxe a boa notícia: era dia de aniversário no circo. Era o aniversário do palhaço Faísca! Todos ficaram animados e começaram a combinar uma festa-surpresa para ele. Então ficou acertado que durante o espetáculo daquela tarde eles iriam comemorar. Quando Faísca entrou no picadeiro, a criançada logo começou a gritar:
-- Palhaço Faísca pula, rola e pisca! Palhaço Faísca pula, rola e pisca!
E o palhaço começou seu show: subiu feito foguete na tromba do elefante, pulou na tina de água, rolou na bacia de farinha e engoliu uma régua inteirinha! Virou cambalhota no ar, rodopiou no meio do picadeiro, dançou rock de guarda-chuva e assustou o pipoqueiro. Soltou fogo pela boca, imitando um dragão, equilibrou 20 pratos, 15 copos e 2 maçãs com uma só mão! A garotada ria a valer. Faísca era muito legal. Faísca era sensacional! De repente, os tambores começaram a rufar. A garotada se calou. O que iria acontecer? Foi aí que o domador de leões, a bailarina, o mágico, o engolidor de espadas, o homem do algodão doce e pipoqueiro entraram no picadeiro com seus presentes. Atrás deles, via-se um enorme bolo de chocolate com velas acesas. E quando a turma começou a cantar "Parabéns a você", Faísca começou a chorar de emoção. Chorou tanto que suas lágrimas de palhaço inundaram o picadeiro. Daí, os balões coloridos começaram a cair sobre o público. Eram verdes, azuis, amarelos e vermelhos. Faísca não perdeu tempo com o choro e resolveu fazer palhaçada: com um grande alfinete começou a estourá-los. Foi uma farra geral.
Que aniversário sensacional!


http://jogos-e-brincadeiras.blogspot.com/

sexta-feira, 12 de março de 2010

Veja mais em "CONTANDO HISTORIAS"


Empoleirado em um alto galho de árvore, o galo estava de sentinela, vigiando o campo para ver se não havia perigo para as galinhas e os pintinhos que ciscavam o solo à procura de minhocas.

A raposa, que passava por ali, logo os viu e imaginou o maravilhoso almoço que teria se comesse um deles.

quando viu o galo de vigia, a raposa logo inventou uma historinha para enganá-lo.


- Amigo galo, pode ficar sossegado. Não precisa cantar para avisar às galinhas e os pintinhos que estou chegando. Eu vim em paz.

galo, desconfiado, perguntou:

- O que aconteceu?

As raposas sempre foram nossas inimigas. Nossos amigos são os patos, os coelhos e os cachorros.

Que é isso agora?

Mas a espertalhona continuou:

- Caro amigo, esse tempo já passou!


todos os bichos fizeram as pazes e estão convivendo em harmonia. Não somos mais inimigos. Para provar o que digo, desça daí para que eu possa lhe dar um grande abraço!

O que a raposa queria, na verdade, era impedir que o galo voasse para longe. Se ele descesse até onde ela estava, seria fácil dar-lhe um bote.

Mas o galo não era bobo.

Desconfiado das intenções da raposa, ele lhe perguntou:

- Você tem certeza de que os bichos são todos amigos agora? Isso quer dizer que você não tem mais medo dos cães de caça?

- Claro que não! - confirmou a raposa.

Então o galo disse:

- Ainda bem! Porque, daqui de cima estou avistando um bando que vem correndo para cá.

Mas, como você disse, não há perigo, não é mesmo?

- O que?! - gritou a raposa, apavorada.

- São os seus amigos! Não precisa fugir, cara raposa. Os cães estão vindo para lhe dar um grande abraço, como esse que você quer me dar.

Mas a raposa, tremendo de medo, fugiu em disparada, antes que os cães chegassem.

"Muitas vezes, quem quer enganar acaba sendo enganado. "

Fábula de Jean de La Fontaine

http://www.contandohistoria.com/o_galo_e_a_raposa.htm








Só para começar...


A VELHINHA, A GALINHA E OS OVOS DE PÁSCOA
(Conto Lituano de Nijole Jankute- Tradução livre de Olga Prokopowit)


Numa pequena aldeia, havia uma pequena casa. Nesta casa morava uma velhinha. Ela criava uma galinha e um coelho. A galinha tinha seu ninho embaixo da escada e lá botava seus ovos. O coelho vivia solto pelo gramado que circundava a casa. A galinha cacarejava toda vez que botava um ovo, e a velhinha corria para recolher o ovo que a galinha botava e a alimentava com boa comida.
A velhinha gostava muito da carijó, que tinha a crista vermelha, as patinhas amarelas e as penas coloridas.. Gostava também do coelho, que tinha o lábio partido, as orelhas bem grandes e o pelo branco bem fofinho.
Certo dia, a velhinha escuta a galinha cacarejando tão alto e tão feliz: -- Botei, botei, botei! Até o coelho assustou-se e ficou com as orelhas em pé.
A velhinha desceu bem rápido os degraus da escada, abaixou-se e viu no ninho um ovo bem grande, com manchas multicoloridas. Era tão lindo que ela não cansou de admirá-lo.
Com muito cuidado pegou-o e levou-o para a cozinha. Ficou pensando o que faria com ele. Não podia come-lo, pois era muito bonito e também não podia deixa-lo como enfeite, pois poderia cair e quebrar-se.
O coelho que estava ao seu lado, disse-lhe: --E se der de presente para uma criança? A Páscoa está chegando e com certeza quem recebe-lo ficará muito feliz.
A idéia é boa, respondeu a velhinha, porém para qual criança? Eu conheço tantas. Ela pensou um pouco e exclamou: --Já sei, vou juntar muitos ovos da galinha carijó e depois de pintá-los vou presentear todas as crianças. Saltitando e feliz, o coelho dizia: -- Eu também vou ajudar a pintar. Assim dito, assim feito.
A galinha carijó botou muitos ovos. A velhinha recolheu-os numa cesta de vime e junto com o coelho branquinho, pintou-os. Ficaram tão bonitos. Multicoloridos. Vermelhos, verdes, azuis, amarelos, roxos. Alguns listrados., outros com bolinhas e até com flores. No domingo de Páscoa, a velhinha os colocou numa bela cesta e o coelho branquinho distribuiu-os para todas as crianças da aldeia.

http://www.rumodogirassol.com.br/historiap.htm

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